Paraíso Selvagem - Violet Winspear (parte 2)
Mais um pequeno trecho do livro. Recorte que destaquei pelo diálogo rico em sua essência. Até que ponto vai a independência? Qual o lugar da interdependência, e quem a determina? Parecem questões um tanto aquém de um livro florzinha, e esse é meu objetivo.
Trecho 2:
(...)
- Estou ciente, Alan, de que os plantadores holandeses possuíam escravos no passado, - disse Ryk secamente - porém a srta. Lane é inglesa e nunca se submeteria a ser escravizada.
- Eu espero - disse ela - que os dias em que os homens esperavam que as mulheres fizessem reverências ao comando deles estejam muito longe.
- Você agora está nas índias - disse ele lentamente -, onde as mulheres ainda são muito fascinantes, porque não esqueceram que, sem a palmeira macho, não existem os cocos, e não há flores de figueira-do-inferno sem o pólen.
- Você gosta que as mulheres sejam dependentes dos homens?
- Os homens e as mulheres dependem uns dos outros.
- Mas você prefere uma mulher que apenas alcance os ombros do homem, do que aquela que fica junto à cabeça dele?
- Ryk vive há muito tempo no Oriente, para apreciar as mudanças que estão tomando lugar na Europa e na América - Alan deu um sorriso um tanto retorcido. - Talvez eu mesmo esteja aqui porque as mulheres do meu país, nestes tempos, dependem muito mais do intelecto do que do instinto. Elas dirigem suas próprias emoções, sem deixar que suas emoções as dirijam.
- Uma mulher devia ser como um bambu: flexível, graciosa e forte, mesmo parecendo frágil. - Ryk fez uma reverência zombeteira para Temple. - Assim dizem os habitantes da ilha, e estou bastante inclinado a concordar com o ponto de vista deles.
(...)


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