Paraíso Selvagem - Violet Winspear
Li há alguns meses, um respiro para a mente. Livro simples, de romance simples. Florzinha. Apesar de sua inferioridade em termos de enredo e personagens, consegue fazer um recorte interessante de alguns aspectos da cultura do país (Indonésia, Ilha de Java).
Trecho 1:
(...)
Temple sorriu ironicamente, pensando na garota da ilha que havia colocado flores no cabelo para encantar Nick Hallam. - Não me preocupo com as peculiaridades da vegetação oriental. É com as pessoas daqui que tenho que tomar cuidado.
- As pessoas, de um modo geral, nem sempre são fáceis de conhecer. - Ryk encostou-se contra o peitoril da varanda: uma figura alta sob a luz sombria das lanternas. - E, você sabe, esse conhecimento nunca se consegue sem conflitos.
- Você acredita que terá atritos comigo? - Temple arrancou uma folha de uma árvore de cânfora, esmagando-a entre os dedos. O aroma forte da folha predominou por alguns instantes sobre os outros perfumes. Aquele cenário combinava com o dono daquele lugar, com sua presença forte, seu ar envolto em mistérios...
- O choque de idéias e opiniões é inevitável - disse ele de maneira serena. - Você é mulher... eu sou homem.
- Mas eu consegui enganá-lo durante algum tempo! - Começou a rir, mas logo em seguida interrompeu-se, ao ver que ele se voltava para ela, repentinamente, com um vislumbre de perversidade nos lábios.
- O que você diria, se eu lhe confessasse agora que fui enganado por você apenas por um momento?
Ela suspendeu a respiração. - Você só foi descobrir que eu não era um rapaz quando me despiu para me colocar seu paletó de pijama?
- Percebi que você não era um rapaz quando a tomei nos braços, para levá-la à cabine. As aparências enganam apenas enquanto são aparências, não quando se toca nelas.
(...)

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