8 maneiras de conseguir fazer pouco ou nada
Planejar é arquitetar o fracasso. Essa é uma máxima conhecida. Ou talvez não seja tão conhecida. Talvez nem seja uma máxima. Se não for, tomo para mim o desprazer de criá-la. Essa frase recém criada, ou copiada, não corresponde a realidade. Pelo menos não deveria. Mas no meu caso acontece. É assim: planejou? Sim. Aconteceu? Não!
Os motivos? Vou enumerar os safados:
1. Planejar mentalmente.
Penso muito. Tenho idéias variadas. Antes de fazer uma coisa de fato, geralmente já fiz ela várias vezes em minha cabeça. Mas parece que algumas etapas se perdem na execução material da coisa. Sei muito bem do valor de tomar nota. Porém, não sou perfeita, então as vezes ignoro essa parte. Resultado o plano não fica pela metade.
2. Notas incompletas.
Outras vezes me dedico a escrever. Mas não dedico tempo suficiente para a elaboração do esquema. Então, apesar de escrito, falta especificação de passos, por exemplo. Resultado, o plano não caminha como deveria.
3. Falta de paixão.
Se eu não considerar o projeto importante o suficiente, logo ele se perderá em meio a outras tarefas. Mesmo que ele tenha valor em si. Se eu não tomei tempo para me apegar o suficiente ao meu intento, se eu não criei um vinculo com o meu novo plano, facilmente eu o deixo para trás.
4. Insegurança.
As vezes ela pega na mão da indecisão e ficam me fazendo de boba enquanto o tempo passa e eu nada faço.
5. Rebeldia.
Sem glamour algum nesse caso. Dou muito valor a liberdade, e me vejo usando isso como desculpa para não terminar, e as vezes nem começar algo. "Vou fazer quando eu quiser"
6. Falsas prioridades.
"Não posso fazer isso hoje, por que tenho que terminar aquilo" e acaba que não faço nem isso nem aquilo, afinal aquilo não era urgente e ficou para depois também.
7. Excesso de atividades.
Um dia supostamente cheio, raramente é um dia produtivo. Apesar do ponto anterior falar dos dias em que quase nada é feito, há dias em que não há descanso, e ainda assim, não há um real avanço, um progresso importante para o todo. Essas tarefas repetitivas e rotineiras, que precisam ser feitas, mas que não há risco de morte se forem substituídas pelo que realmente conta.
8. Abuso de prazer.
Depois de se ver o mal que o abuso de poder tem feito, não deveria cair na armadilha do abuso do prazer. Isso relaciona com a rebeldia. Se eu posso escolher o que fazer e quando fazer, escolho diversão primeiro. Soa infantil, mas meu prazer também é informação, e aí mora o perigo. Posso passar horas preciosas fazendo mais um curso a distância. Aprimorando meu inglês. Aprendendo uma habilidade. Estudando sobre um período histórico. Tudo útil no meu universo. Mas enenquanto isso, meus planos estão parados. Deus me acude!
Esses são os vícios que consegui identificar por enquanto. Agora, o intuito é encontrar um ou mais antídotos para cada um desses Gremilins. Porque é assim, um vacilo e essas pragas se multiplicam e embargam minha "obra"*.
*favor não confundir ou relacionar com a expressão muito usada no meio religioso. Me refiro a obra no sentido de empreendimento. Construção, civil ou não. Afinal, somos arquitetos e construtores de nós mesmos. Isso sim é uma citação que ouvi, direi qualquer dia onde.


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